A presença de um aparelho de ar-condicionado nos ambientes é motivo de alívio para a maioria dos brasileiros, especialmente durante o verão. Mas, se não for higienizado de maneira adequada, apesar de continuar confortando os ambientes, pode causar problemas de saúde. Os principais riscos são de doenças respiratórias, especialmente para quem tem alergias, já que poeira, ácaros, fungos e algumas bactérias podem se acumular nos filtros.

É necessário que seja limpo periodicamente, ou de acordo com as instruções do fabricante. O mais indicado é contratar um técnico para fazer a manutenção, uma vez que o grau de dificuldade do equipamento varia de acordo com o modelo.

Riscos

A higienização é fundamental para evitar o acúmulo de resíduos no filtro, que causa a proliferação de ácaros, fungos, mofo e bactérias. O ar condicionado sujo deixa de ser um aliado para se tornar um vilão quando a manutenção não é feita:

  • Pacientes com rinite, asma e bronquite crônica podem ter crises desencadeadas pelas bactérias, fungos, resfriamento e ressecamento do ar, assim como a mudança brusca de, pois são gatilhos para os ataques;
  • Os riscos ainda existem para aqueles que não apresentam esses tipos de doenças. A respiração contínua de ar contaminado por fungos pode levar à pneumonite de hipersensibilidade, causando crises de febre, tosse seca, aperto no peito, falta de ar e cansaço.

Além disso, a falta de cuidado também é ruim para o bolso. Há maior gasto de energia porque ele precisa de muito mais tempo para refrigerar o ambiente, sendo preciso ficar ligado por muito mais tempo, consumindo mais energia.

Legislação

A lei 13.589/2018 garante que todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle, o PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando minimizar os riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

Os parâmetros normativos e de qualidade que os ambientes deverão obedecer são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A Anvisa exige testes periódicos nesses aparelhos de ar. Esses testes devem ser feitos pela vigilância sanitária dos municípios para comprovar que o ar não está contaminado. A multa em caso de falta de manutenção pode chegar a R$ 200 mil.